Juazeiro (BA): monitoramento da violência comparado à Bahia
De janeiro a setembro de 2026, Juazeiro registrou — crimes violentos letais intencionais, uma variação de — sobre o mesmo período de 2025, contra — no estado. Em ritmo anual, a taxa do município (— por 100 mil) ficou muito próxima da média baiana (—), depois de permanecer acima dela em todos os anos da série iniciada em 2012.
Taxa de CVLI por 100 mil habitantes, 2012 a 2026
Homicídio doloso, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. 2012 a 2025 conforme o Anuário SSP-BA; o ponto vazado de 2026 é o acumulado de janeiro a setembro anualizado.
Mortes violentas por mês em Juazeiro
CVLI e mortes por intervenção de agente do Estado (MIAE), janeiro de 2023 a setembro de 2026, pela data do fato nos microdados da SSP-BA.
Faixa etária das vítimas
Percentual das vítimas de cada tipo de morte. — das mortes por intervenção policial e — das vítimas de CVLI tinham entre 18 e 29 anos.
Horário do fato
— dos CVLI ocorreram entre 18h e meia-noite, e — das vítimas eram homens.
Taxa de mortes por intervenção policial por 100 mil
2026 anualizado a partir de janeiro a setembro. Em 2023 a população é a do Censo 2022; a partir de 2024, as estimativas do IBGE.
Participação da polícia nas mortes violentas intencionais
MIAE dividido por CVLI mais MIAE, em cada ano. Mostra quanto da letalidade total decorre da ação das forças de segurança.
Taxas por 100 mil habitantes, Juazeiro (cor) e Bahia (cinza), de 2019 a 2026 conforme a disponibilidade nas planilhas da SSP-BA; 2026 anualizado em ponto vazado. Cada gráfico tem escala própria. Abaixo do título, a variação da taxa de Juazeiro em 2026 (anualizada) sobre 2025 e 2024; verde indica queda, vermelho aumento, e n/d quando a taxa de comparação é zero. Entre 2022 e 2023 a SSP-BA mudou o layout das planilhas (roubo a transeunte não aparece em 2022, roubo a estabelecimento comercial deixa de ser publicado após 2021), e saltos nesse intervalo podem refletir mudança de classificação, não de incidência.
Dados do Painel de Violência contra a Mulher do CNJ (DataJud), filtrados para o município de Juazeiro e, quando disponível, para o conjunto da Bahia. Medidas protetivas contam processos novos de medida protetiva de urgência; violência doméstica conta processos novos, julgados e pendentes nos assuntos de violência doméstica (excluídos os de feminicídio); feminicídio conta processos, incluindo inquéritos e execuções, e não vítimas. 2026 vai até 30 de setembro e as taxas desse ano estão anualizadas. Os números do Judiciário dependem do registro dos tribunais no DataJud; 2020 provavelmente está subestimado.
Medidas protetivas por ano em Juazeiro
Processos novos de medida protetiva e decisões de concessão, revogação e prorrogação registradas no ano.
Rapidez da primeira medida protetiva
Percentual de processos com a primeira medida protetiva decidida no mesmo dia do pedido. A Lei Maria da Penha fixa prazo de 48 horas.
Casos novos de violência doméstica por 100 mil mulheres
Juazeiro (cor) e Bahia (cinza, disponível a partir de 2023); 2026 anualizado em ponto vazado.
Taxa de congestionamento dos processos de violência doméstica
Percentual dos processos que ficaram sem solução no período (quanto menor, melhor).
Processos de feminicídio em Juazeiro
Processos novos, julgados e pendentes no fim de cada ano (inclui inquéritos e execuções penais).
Situação de Juazeiro em 2025, último ano completo. A meta municipal aplica a Juazeiro o mesmo percentual de redução que o PNSP (Decreto nº 10.822/2021) fixou para o país entre 2018 e 2030, sobre a taxa do próprio município em 2018; o limite nacional aparece no texto de cada quadro como referência. O selo compara a taxa de 2025 com a meta municipal, e o destaque mostra quanto a taxa do município já caiu ou subiu desde o ano-base do plano. O minigráfico mostra Juazeiro, a Bahia (cinza) e a meta municipal (tracejado), com 2026 anualizado em ponto vazado. As metas de trânsito, de vitimização e suicídio de profissionais e as prisionais dependem de bases que não são publicadas por município.
Ocorrências e taxas por 100 mil habitantes: Juazeiro e Bahia
A razão indica quantas vezes a taxa de Juazeiro supera (acima de 1) ou fica abaixo (menos de 1) da taxa estadual. Em 2026 as taxas estão anualizadas a partir de janeiro a setembro. Indicadores de violência contra a mulher contam vítimas e usam a população total, por isso servem para comparar, não como risco por mulher.
Fontes. Contagens por município das planilhas públicas da SSP-BA (Mortes Violentas, Outros Delitos e Violência contra a Mulher, de 2023 a setembro de 2026), microdados de mortes violentas da SSP-BA para as séries mensais e o perfil das vítimas, e Anuário de Segurança Pública da Bahia, Ano VII (SSP-BA e SEI, 2026), para a série de CVLI de 2012 a 2025 e as armas apreendidas. Populações do IBGE: Censo 2022 aplicado a 2023 e estimativas de 2024 e 2025 (a de 2025 repetida em 2026). Para 2024 e 2025 as taxas calculadas aqui coincidem com as do Anuário; para Juazeiro em 2023 o Anuário usa outra base populacional, por isso a taxa da série histórica (gráfico de linhas) fica um pouco acima da calculada na tabela.
Cuidados de leitura. A troca do Censo pelas estimativas eleva a população de referência em 2024, o que reduz um pouco as taxas a partir desse ano sem mudança real na violência. Os totais anuais do Anuário podem diferir em uma unidade dos microdados por reclassificações posteriores. Em um município de porte médio, poucas ocorrências mudam muito as taxas de eventos raros (latrocínio, feminicídio, roubo de carga), que devem ser lidas como sinal e não como tendência. Registros de patrimônio, drogas e violência contra a mulher dependem da notificação e da atividade policial, portanto refletem também a propensão a denunciar e o esforço de fiscalização, e não apenas a incidência. O campo de cor/raça dos microdados de 2025 está sem informação para Juazeiro e o de bairro é vazio em todo o período, por isso não aparecem aqui.
Metas do PNSP. O plano fixa para o Brasil reduções entre 2018 e 2030 (homicídios −32,13%, lesão seguida de morte −31,64%, latrocínio −27,61%, mortes violentas de mulheres −51,12%, furto de veículos −40,78%, roubo de veículos −37,79%) e os limites nacionais correspondentes. Aqui a meta municipal aplica o mesmo percentual à taxa de Juazeiro em 2018, tirada das estatísticas consolidadas da SSP-BA para o interior daquele ano. Três ajustes foram necessários. Para homicídios, a SSP-BA não publicou mortes por intervenção policial por município em 2018, por isso a meta municipal acompanha o homicídio doloso sem essas mortes, enquanto a comparação com o limite nacional usa o indicador completo do plano (homicídio doloso mais mortes por intervenção de agente do Estado). Para mortes violentas de mulheres não há dado municipal por sexo em 2018, e a redução nacional foi aplicada de forma proporcional ao período de 2023 a 2030 sobre a taxa de 2023, o que torna essa meta menos exigente do que seria com base em 2018. Juazeiro não teve lesão seguida de morte em 2018, e nesse caso vale o limite nacional. As mulheres são estimadas pela participação feminina do Censo 2022 aplicada à população do ano; furto e roubo de veículos são calculados por 100 mil veículos da frota IBGE/Senatran. Com poucas ocorrências por ano, latrocínio e lesão seguida de morte oscilam muito de um ano para outro.
Série de 2019 a 2022. Planilhas e PDFs por município da SSP-BA (Principais Delitos e Outros Delitos), com populações estimadas pelo IBGE em 2019 a 2021 e o Censo em 2022. Estupro e tentativa de homicídio de 2022 foram publicados como número de vítimas e não de ocorrências, por isso ficaram fora da série.
Judiciário. Painel de Violência contra a Mulher do CNJ, construído sobre o DataJud, com o filtro de município em Juazeiro (BA) e, para comparação, no estado da Bahia, lido em 27 de outubro de 2026. Os processos são atribuídos ao município da unidade judiciária, e a comarca de Juazeiro pode receber casos de municípios vizinhos. O total de medidas protetivas conta processos novos; concessões, revogações e prorrogações contam decisões no ano, por isso não somam o total. A Bahia ainda não foi coletada para medidas protetivas nem para violência doméstica antes de 2023. As oscilações fortes de um ano para outro, como a queda de 2024 nas medidas protetivas e o salto das revogações em 2026, podem refletir mudança de registro no sistema do tribunal e devem ser conferidas com a vara antes de interpretadas.
Atualização. A SSP-BA publica as planilhas mensalmente; este painel reflete os arquivos disponíveis em 27 de outubro de 2026 (dados até setembro de 2026).