O relatório “Polícia que Funciona: o que a ciência já descobriu sobre os programas policiais no Brasil e como usar esse conhecimento para reduzir a violência” é assinado por Alberto Kopittke, Marcos Rolim, Bernardo Everling Ribas e Thiago Medeiros Magnus. A pesquisa rastreou 7.395 estudos produzidos no Brasil e, após uma triagem rigorosa seguindo os padrões da Campbell Collaboration e o checklist PRISMA, selecionou 74 avaliações de impacto de alta qualidade metodológica, que mediram o efeito de 24 tipos de programas policiais sobre indicadores como mortes violentas, violência contra a mulher, crimes patrimoniais, uso da força e saúde mental de policiais.
Entre os principais achados, o relatório aponta que as Ações Territoriais Integradas em Comunidades Vulneráveis como nas UPPs, Fica Vivo! e Territórios da Paz, a Gestão por Resultados e a Dissuasão Focada apresentam as evidências mais consistentes de redução de mortes violentas, com quedas de até 50% em alguns casos. As câmeras corporais aparecem como estratégia efetiva tanto para reduzir a letalidade e o uso da força pela polícia quanto para aumentar o registro de casos de violência contra as mulheres, enquanto as Delegacias da Mulher (DEAMs) mostram-se eficazes na redução da violência letal contra mulheres jovens.
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